
Cultivo na hidroponia: conheça a técnica
A Hidroponia é uma palavra que vem do grego (água + trabalho). Este nome é dado à técnica utilizada para cultivar plantas sem a presença de solo, transferindo os nutrientes que a planta necessita somente por meio de solução aquosa enriquecida, que dará subsídio para o seu desenvolvimento.
Na hidroponia, as raízes das plantas podem estar suspensas em meio líquido ou apoiadas em substrato inerte. Um sistema hidropônico precisa, basicamente, de fonte de luz, seja ela natural ou artificial, de nutrientes misturados na água e de uma maneira de levar esses nutrientes até a raiz.
Sistemas hidropônicos
Existem diversos tipos de sistemas hidropônicos, no entanto, o mais utilizado no Brasil é o Sistema NFT. Estima-se que este seja utilizado por cerca de 90% dos produtores hidropônicos do país.
No Sistema NFT, os nutrientes circulam dentro do perfil hidropônico, na medida exata que a planta necessita para se desenvolver. Um temporizador aciona a motobomba de modo intermitente, de forma que a solução nutritiva seja bombeada do reservatório para os perfis, voltando ao reservatório ao final do ciclo.
Entre outros tipos de sistemas hidropônicos, pode-se citar o sistema de substratos, o Floating, a Aquaponia, a Aeroponia, entre outros.
O cultivo na hidroponia
O avanço da técnica de cultivo hidropônico é notório. Mundialmente, o cultivo protegido cresceu cerca de 400% nos últimos anos, de acordo com o Anuário Brasil Hidroponia. No Brasil, a produção hidropônica já corresponde a 45% do fornecimento de folhosas no país.
Atualmente, a alface é a espécie mais cultivada no Brasil, correspondendo a cerca de 90% das vendas de hortaliças do país, de acordo com publicações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Além da alface, na hidroponia pode-se cultivar outras espécies de hortaliças, frutos e demais cultivares, como salsinha, cebolinha, agrião, tomate, pimentão, flores e até plantas ornamentais.
Conheça as principais vantagens do sistema hidropônico
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Maior produtividade: menor ciclo de cultivo, com aumento da produtividade, que pode variar entre 30% e 50%, em relação ao cultivo tradicional;
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Maior qualidade das plantas: uso eficiente dos nutrientes e menos desperdício;
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Cultivo durante todo o ano: não tem interferência das condições climáticas;
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Uso eficiente de água: redução de até 90% no consumo;
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Menor uso de defensivos agrícolas, como herbicidas e pesticidas;
- Melhora na ergonomia de trabalho: com as bancadas na altura adequada, garante maior facilidade no manejo do sistema e das plantas;
- Redução de mão de obra;
- Produtos com maior qualidade: alimentos mais saudáveis;